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11 de agosto de 2020

REDAÇÃO PARA CONCURSOS NÃO É UM BICHO DE SETE CABEÇAS

Com uma boa leitura sobre o contexto atual,  domínio da língua portuguesa e algumas técnicas, é possível enfrentar o desafio!

A prova de redação de um concurso é um dos grandes desafios para qualquer candidato a um cargo público. Sua nota é primordial e muitas vezes tem caráter classificatório ou eliminatório, o que quer dizer que é decisiva para a aprovação final. No geral, a redação para concursos exige a produção de um texto dissertativo argumentativo, que é aquela modalidade onde o autor tem a intenção de convencer e persuadir o leitor por meio de conhecimentos plausíveis, além do ponto de vista do autor.

Dominar a língua portuguesa, a estrutura dissertativa, estar bem informado sobre a atualidade, saber expor as ideias, entre outros cuidados, são alguns dos pontos que não podem faltar durante a preparação. Embora pareça algo de outro mundo, e muitas vezes complexo, a redação requer alguns comportamentos básicos. Mas não há uma fórmula mágica para uma redação nota dez, o que existe são técnicas que podem ajudar na hora de escrever. Não precisa usar termos rebuscados, alem disso o mais importante é escrever de forma coerente e ordenada, garantindo que o examinador da banca possa fazer uma leitura fluída do seu texto.

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Batemos um papo com a nossa especialista em redação, a professora Vânia Araújo, para esclarecer um pouco mais sobre as dúvidas mais comuns, dos concursandos, sobre as provas de redação para concursos. E ela adianta: 

“O treino da escrita no cotidiano faz com que a pessoa tenha maior desenvoltura em relação a qualquer assunto abordado e maior domínio das estruturas gramaticais adequadas para a transmissão clara e concisa das ideias – isso é o que aporta maior fluidez e eficácia à sua redação.  Ademais, mesmo que o tema aborde um conteúdo específico – das áreas de direito administrativo, direito penal, processual penal ou qualquer outra – o candidato só conseguirá manifestar-se com propriedade sobre o assunto se puder fazer a sua devida contextualização, a qual depende, sobretudo, da sua vivência e das diversas leituras que fizer de livros e apostilas e, até mesmo, do mundo”, explica.

Confere aí o que ela contou para a gente:

Qual a importância da redação para que o candidato alcance a aprovação em um concurso?

Como as instituições públicas buscam um servidor articulado, capaz de pensar de modo organizado e de agir de maneira proativa, a prova de redação é o meio utilizado pelas bancas para selecionar os candidatos mais aptos. É por isso que a Banca Cespe/Cebraspe, por exemplo, atribui uma pontuação alta para a redação, que em muitos certames pode valer até um terço da totalidade da nota da prova. Isso significa que a redação tem sido o grande diferencial para a aprovação segura nos certames.

Qual a melhor forma de estudar para redação?

  • Antes da publicação do edital: criar o hábito da leitura e treinar a produção textual com, pelo menos, um texto por semana.
  • Após a publicação do edital: procurar conhecer a banca examinadora, sua forma específica de cobrar a redação e seus critérios de correção. E, a partir daí, passar a treinar a redação especificamente para aquela banca.

Existe alguma estrutura eficaz na hora de fazer uma redação para concurso?

Regra geral, a tipologia mais cobrada em provas de concursos é a dissertativo-argumentativa, que tem uma estrutura padrão bastante conhecida.  Então, elaborar a redação com base nessa estrutura já é um grande acerto. Além disso, ele precisa ficar atento ao uso dos conectores, à sintaxe e às corretas relações semânticas entre as palavras, já que isso funciona muito bem como estratégia argumentativa.

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Cinco qualidades que não podem faltar para uma boa redação de concursos.

  • Clareza e correção: o candidato não precisa utilizar linguagem rebuscada, mas deve fazer uso de uma linguagem mais formal para transmitir com clareza e objetividade suas ideias.
  • Coesão: o candidato precisa estabelecer os vínculos lógicos entre as estruturas textuais, de forma explícita, por meio de elementos gramaticais de coesão (principalmente preposições, conjunções, pronomes relativos pronomes demonstrativos).
  • Concisão: o candidato não deve se preocupar em preencher todas as linhas disponibilizadas. Ao contrário, ele deve preocupar-se é com a qualidade das informações fornecidas e evitar fornecer informações periféricas, que não acrescentam informações nem valor ao texto. Conciso é o texto em que, por meio de poucas estruturas gramaticais, transmitem-se muitas ideias.
  • Objetividade: que se traduz pela escolha acertada do ponto de vista sobre o qual toda a temática será debatida (a questão particular extraída do todo).
  • Concretude: o candidato precisa dar comprovação às ideias discutidas no texto, por meio da clara definição dos conceitos apresentados. A concretude se materializa pelo embasamento das informações por meio de dados concretos; citação de testemunhos autorizados e fontes fidedignas; alusão histórica(exemplificação) etc.

Cinco grandes erros cometidos pelos candidatos para redação.

  • Construções gramaticais confusas, por causa de erros de concordância, regência e uso da vírgula, que impedem o candidato de transmitir de forma efetiva as suas informações.
  • Coesão textual: devido à pouca familiaridade com o uso de elementos coesivos (como pronomes relativos e conjunções), os candidatos constroem frases curtas ou períodos truncados.
  • Fuga à modalidade de dissertação exigida pela banca: por desconhecimento das modalidades atuais de dissertação cobradas e equívoco na decifração do comando da redação, o candidato produz uma modalidade expositiva quando, na verdade, deveria ter produzido um texto argumentativo e vice-versa.
  • Fuga parcial ou tangenciamento do tema: por não conseguir decifrar adequadamente as informações do comando da redação, o candidato fornece informações que não foram solicitadas (ocasionando a fuga) ou que não dizem respeito especificamente ao contexto exigido pelo examinador (ocasionando o tangenciamento).
  • Fragilidade na abordagem do conteúdo: o pouco domínio do assunto (causado pela ausência de leitura) pode ocasionar a falta de concretude nas ideias apresentadas, a qual fragiliza a argumentação.

“Enfim, não existe uma fórmula mágica, não existem esquemas milagrosos, pois, se assim fosse, todos seríamos concursados e doutorados neste País. Não acredite em falsas promessas de sucesso rápido ou de macetes. Não queira entrar no serviço público pela porta dos fundos, tentando enganar o examinador. Ou seja, estude, prepare-se, cultive o saber. Lembre-se de que não adianta tentar passar sem ter conhecimento, pois no dia a dia do trabalho que irá desenvolver (depois de aprovado no concurso) essa falta de conhecimento será cobrada de modo doloroso e, às vezes, até humilhante”, ressalta.

E continua. “Então, fuja daquela velha máxima de que “em terra de cego quem tem um olho é rei”, pois ela nos nivela por baixo. Esforce-se ao máximo para ser o melhor. Quem se prepara como deve não teme nenhum examinador (mesmo o do CESPE hehe). Ao contrário, aceita de bom grado os desafios, pois sabe que eles serão o grande diferencial para a sua aprovação”, finaliza.

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