Concurso CGU: o que estudar para as provas?

Concurso CGU: o que estudar para as provas?

Edital da Controladoria-Geral da União prevê 170 itens nas provas objetivas e duas questões discursivas. Veja as disciplinas comuns a todos os candidatos e os conteúdos específicos de cada área!

O concurso da Controladoria-Geral da União (CGU) está com edital publicado e oferece 60 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, para o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC). Com organização do Cebraspe e remuneração inicial de R$20 mil, a seleção contempla oportunidades nas áreas de Auditoria e Tecnologia da Informação (TI), divididas em Ciência de Dados, Infraestrutura de TI e Desenvolvimento de Sistemas.

Para quem pretende disputar uma das vagas, conhecer o conteúdo programático é uma das etapas fundamentais da preparação. O edital estabelece disciplinas comuns a todas as especialidades e conhecimentos específicos de acordo com a área escolhida pelo candidato.

As provas estão previstas para 13 de dezembro de 2026, com aplicação nas 27 capitais brasileiras. Confira o que estudar para cada especialidade do concurso CGU e como será a estrutura das avaliações.

O que estudar para o concurso CGU? Conhecimentos Básicos

Os Conhecimentos Básicos serão cobrados de todos os candidatos, independentemente da especialidade escolhida. O programa está organizado em quatro grandes eixos:

1. Estado, Democracia, Direitos e Ciência Política

O candidato deverá estudar os fundamentos relacionados à organização do Estado, à democracia, aos direitos e à ciência política, conforme os tópicos detalhados no conteúdo programático do edital.

2. Sociedade Brasileira, Desigualdades, Diversidade e Desenvolvimento

Esta parte abrange temas relacionados à formação e à organização da sociedade brasileira, às desigualdades sociais, à diversidade e ao desenvolvimento.

3. Ética Pública e Responsabilidade Profissional

O conteúdo envolve os fundamentos da ética no serviço público e a responsabilidade profissional no exercício das funções públicas.

4. Administração Pública e Fundamentos de Políticas Públicas

Os estudos devem contemplar os conceitos relacionados à administração pública e às bases das políticas públicas.

Esses conhecimentos formam a base comum da seleção e devem integrar o planejamento de todos os candidatos, inclusive daqueles que concorrem às especialidades de Tecnologia da Informação.

Conhecimentos Complementares: disciplinas comuns a todas as especialidades

Além dos Conhecimentos Básicos, todos os concorrentes deverão estudar os conteúdos classificados como Conhecimentos Complementares. Essa parte da avaliação terá 40 itens e valerá 40 pontos na prova objetiva.

Confira os cinco eixos previstos:

Eixo

Conteúdo programático

Governança, Riscos e Integridade

Fundamentos de governança, riscos e integridade pública e privada

Transparência e Participação Social

Fundamentos de transparência, ouvidoria e participação social

Direito Público e Responsabilização

Fundamentos de Direito Público Aplicado, controle e responsabilização

Dados e Inteligência Artificial

Fundamentos de evidências, dados e inteligência artificial

Auditoria Governamental

Fundamentos de auditoria governamental e atuação integrada da CGU

Os temas dialogam com as atividades desempenhadas pela Controladoria-Geral da União, especialmente nas áreas de controle interno, integridade, transparência e fiscalização da administração pública.

Como esse conteúdo também poderá ser cobrado na primeira questão discursiva, o candidato deve desenvolver não apenas o domínio conceitual, mas também a capacidade de explicar e aplicar os conhecimentos em situações concretas.

O que estudar para cada especialidade?

A terceira parte da prova objetiva será composta por 90 itens de Conhecimentos Específicos, com peso 2 e pontuação máxima de 180 pontos. O conteúdo muda conforme a especialidade escolhida na inscrição.

Confira os principais eixos de estudo de cada área.

1. Auditor Federal de Finanças e Controle — Auditoria

A especialidade de Auditoria oferece 30 vagas imediatas, sendo 20 para o órgão central, em Brasília (DF), e dez distribuídas entre unidades regionais no Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.

O conteúdo específico está organizado em cinco eixos:

  • Auditoria Governamental: avaliação, consultoria e apuração.
  • Finanças Públicas, Orçamento e Contabilidade Pública: fundamentos financeiros, orçamentários e contábeis aplicados ao setor público.
  • Políticas Públicas e Métodos de Investigação e Avaliação: conceitos e métodos para investigar e avaliar políticas públicas.
  • Auditoria de Contratações, Transferências e Execução de Recursos: fiscalização de contratações públicas, transferências e aplicação de recursos.
  • Integridade, Transparência e Responsabilização Aplicadas ao Controle Público: mecanismos relacionados à integridade e à responsabilização no âmbito do controle público.

Quem optar por Auditoria deverá organizar os estudos de modo a contemplar os fundamentos técnicos de auditoria e contabilidade pública, sem deixar de lado a avaliação de políticas públicas e os procedimentos de fiscalização de recursos.

A especialidade exige atenção à aplicação prática dos conceitos, já que a segunda questão discursiva será uma situação-problema relacionada aos conhecimentos específicos.

2. Auditor Federal de Finanças e Controle — Tecnologia da Informação: Ciência de Dados

A área de Ciência de Dados conta com dez vagas imediatas, todas destinadas ao órgão central da CGU, em Brasília.

O conteúdo programático está dividido em quatro eixos:

  • Estatística, Programação e Análise de Dados: fundamentos estatísticos, programação e técnicas de análise de dados.
  • Engenharia, Arquitetura e Governança de Dados: organização, estruturação e governança de dados.
  • Aprendizado de Máquina e Inteligência Artificial: conceitos e aplicações de técnicas de aprendizado de máquina e inteligência artificial.
  • Operação, Governança e Gestão de Soluções de Dados e IA: funcionamento, governança e gestão de soluções baseadas em dados e inteligência artificial.

Para essa especialidade, o planejamento deve combinar os fundamentos de programação e estatística com os conhecimentos de arquitetura e gestão de dados. Também é importante estudar os conceitos de aprendizado de máquina e as aplicações de inteligência artificial previstas no programa.

A preparação para a discursiva deve incluir exercícios que exijam a aplicação dos conhecimentos técnicos a problemas relacionados à área.

3. Auditor Federal de Finanças e Controle — Tecnologia da Informação: Infraestrutura de TI

A especialidade de Infraestrutura de TI também oferece dez vagas imediatas para lotação em Brasília (DF).

Os candidatos deverão estudar quatro eixos principais:

  • Redes, Sistemas e Plataformas de Dados: fundamentos de redes, sistemas e plataformas tecnológicas relacionadas aos dados.
  • Computação em Nuvem, Virtualização e Automação: conceitos e aplicações de infraestrutura em nuvem, virtualização e automação.
  • Cibersegurança, Privacidade e Continuidade de Serviços: segurança cibernética, proteção da privacidade e continuidade dos serviços de tecnologia.
  • Operação, Governança e Gestão de Serviços Digitais: funcionamento, governança e gerenciamento de serviços digitais.

A preparação deve contemplar tanto os fundamentos da infraestrutura tecnológica quanto os mecanismos de segurança, privacidade e continuidade dos serviços.

Também vale reservar espaço no cronograma para revisar os conceitos de governança e gestão de serviços digitais, além de treinar questões no padrão de cobrança do Cebraspe.

4. Auditor Federal de Finanças e Controle — Tecnologia da Informação: Desenvolvimento de Sistemas

A especialidade de Desenvolvimento de Sistemas disponibiliza dez vagas imediatas, também para o órgão central da CGU, em Brasília.

O conteúdo específico está estruturado nos seguintes eixos:

  • Engenharia de Software e Programação: fundamentos de engenharia de software e desenvolvimento de programas.
  • Arquitetura e Integração de Sistemas: estruturação de sistemas e integração entre soluções tecnológicas.
  • Persistência, Integração e Proteção de Dados: armazenamento, integração e proteção de dados.
  • Desenvolvimento Seguro, Qualidade e Gestão da Entrega: práticas de segurança no desenvolvimento, qualidade de software e gestão das entregas.

O candidato deverá distribuir os estudos entre programação, engenharia de software e arquitetura de sistemas, sem negligenciar os conteúdos relacionados à proteção de dados e à segurança das aplicações.

A preparação também precisa considerar a resolução de situações práticas, uma vez que a segunda questão discursiva será direcionada aos conhecimentos específicos da especialidade.

Como serão as provas?

O processo seletivo contará com provas objetivas e discursivas, ambas de caráter eliminatório e classificatório.

A avaliação objetiva será aplicada no turno da manhã, com duração de cinco horas. Já a prova discursiva ocorrerá à tarde, com duração de três horas e 30 minutos.

Confira a distribuição dos itens e da pontuação das provas objetivas:

Prova

Conteúdo

Itens

Peso

Pontuação máxima

P1

Conhecimentos Básicos

40

1

40 pontos

P2

Conhecimentos Complementares

40

1

40 pontos

P3

Conhecimentos Específicos

90

2

180 pontos

Total

—

170

—

260 pontos

Os itens deverão ser julgados como certo ou errado, seguindo o modelo de avaliação do Cebraspe. Como os conhecimentos específicos representam 180 dos 260 pontos possíveis, essa etapa merece atenção especial no planejamento dos estudos.

A prova discursiva valerá 100 pontos e será composta por duas questões:

  • Questão 1: sobre Conhecimentos Complementares, com resposta de até 30 linhas, valendo 30 pontos.
  • Questão 2: situação-problema relacionada aos Conhecimentos Específicos da especialidade escolhida, com resposta de até 60 linhas, valendo 70 pontos.

Dessa forma, a preparação deve contemplar tanto a resolução de itens objetivos quanto a capacidade de desenvolver respostas discursivas fundamentadas nos conteúdos previstos no edital.

Conteúdo programático por especialidade do concurso CGU

Para facilitar a organização do cronograma, confira a síntese das disciplinas específicas de cada área:

Especialidade

Principais conteúdos específicos

Auditoria

Auditoria governamental; finanças públicas, orçamento e contabilidade pública; políticas públicas; investigação e avaliação; auditoria de contratações e transferências; integridade e responsabilização

Ciência de Dados

Estatística; programação; análise de dados; engenharia e governança de dados; aprendizado de máquina; inteligência artificial; gestão de soluções de dados e IA

Infraestrutura de TI

Redes; sistemas; plataformas de dados; computação em nuvem; virtualização; automação; cibersegurança; privacidade; continuidade de serviços; gestão de serviços digitais

Desenvolvimento de Sistemas

Engenharia de software; programação; arquitetura e integração de sistemas; persistência e proteção de dados; desenvolvimento seguro; qualidade e gestão da entrega

Atenção: os eixos apresentados são uma síntese do conteúdo programático. Para montar o cronograma definitivo, o candidato deve conferir os tópicos e respectivos detalhamentos no Anexo do edital, evitando limitar a preparação apenas aos títulos das disciplinas.

Como organizar os estudos para o concurso CGU?

Com provas previstas para dezembro, o candidato precisa distribuir o tempo de preparação de acordo com a estrutura da avaliação e as exigências da especialidade escolhida.

Confira alguns direcionamentos para organizar os estudos:

  1. Comece pelos conteúdos comuns. Organize os Conhecimentos Básicos e Complementares em um cronograma que contemple todos os eixos previstos no edital. Essas disciplinas serão cobradas independentemente da área escolhida.
  2. Reserve atenção especial aos conhecimentos específicos. A prova específica terá 90 itens, peso 2 e valor de 180 pontos. Por isso, o planejamento deve contemplar o aprofundamento dos conteúdos da especialidade, sem abandonar as disciplinas comuns.
  3. Treine questões do Cebraspe. A prova objetiva seguirá o modelo de itens para julgamento de certo ou errado. Resolver exercícios da banca ajuda a conhecer o formato das afirmações e a identificar os conteúdos que precisam de revisão.
  4. Pratique a prova discursiva desde o início. A etapa terá duas questões e valerá 100 pontos. Treinar respostas de até 30 e 60 linhas ajuda a desenvolver a organização das ideias, a precisão conceitual e a aplicação dos conhecimentos.
  5. Acompanhe o edital e o cronograma oficial. Consulte o documento completo para conferir os tópicos detalhados, os critérios de avaliação e as demais regras da seleção.

Prepare-se com o IMP Concursos!

O concurso da CGU representa uma oportunidade para profissionais de nível superior que desejam ingressar na carreira de Auditor Federal de Finanças e Controle, com atuação em áreas fundamentais para a fiscalização e o aperfeiçoamento da administração pública.

Para aproveitar o período até as provas, é importante contar com um direcionamento de estudos que considere o conteúdo programático, a especialidade escolhida e o modelo de avaliação do Cebraspe.

Prepare-se com o IMP Concursos! Organize sua rotina, revise os conteúdos previstos no edital e pratique questões para chegar às provas com uma preparação direcionada ao concurso da CGU.

Resumão 

  • Banca: Cebraspe
  • Vagas: 60 + Cadastro de Reserva (até 368 aprovados no total)
  • Cargo: Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC)
  • Especialidades: Auditoria, Tecnologia da Informação – Ciência de Dados, Infraestrutura de TI e Desenvolvimento de Sistemas
  • Escolaridade: Nível superior em qualquer área de formação
  • Salário inicial: R$ 20.000,00
  • Inscrições: 10/10/2026 a 04/11/2026
  • Taxa de inscrição: R$ 170,00
  • Data da prova: 13/12/2026
  • Edital

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