A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou que o governo federal avalia a realização de um CNU 3, com possibilidade de ampliação do número de vagas. A nova edição poderá contemplar tanto órgãos que já participaram das etapas anteriores do Concurso Nacional Unificado quanto instituições que ainda enfrentam um expressivo déficit de servidores.
Segundo a ministra, a impressão de que alguns órgãos não têm aderido ao CNU se deve ao fato de que muitos deles já integraram as duas edições anteriores, porém o quantitativo de vagas autorizadas ainda não foi suficiente para suprir a demanda existente. Ela ressaltou que, no terceiro mandato do presidente Lula, ficou ainda mais evidente a carência de pessoal em diversos órgãos federais.
Dados apresentados pelo ministério indicam que, em 2015, mais de 160 mil servidores deixaram o serviço público. Apesar da realização de novas contratações ao longo dos anos, essas reposições ocorreram de forma concentrada em áreas específicas, o que gerou uma perda líquida superior a 70 mil servidores. Além disso, muitas das vagas repostas não corresponderam aos setores onde houve maior número de desligamentos, agravando o déficit.
Entre os órgãos que ainda necessitam de reforço no quadro funcional estão o IBGE, o Ministério da Saúde e o Ministério da Cultura. Mesmo com autorizações recentes para concursos, a ministra reconheceu que as vagas abertas até o momento não atendem plenamente às necessidades dessas instituições.
Esther Dweck também destacou a importância de equilibrar a recomposição da força de trabalho entre os diferentes órgãos federais. Enquanto a primeira edição do CNU contou com a participação de 21 órgãos, a segunda reuniu 32 instituições. Além disso, existem carreiras transversais, cujos servidores podem atuar em diversos ministérios, contribuindo para uma recomposição mais gradual do quadro funcional.
Por fim, a ministra explicou que o governo vem realizando um dimensionamento detalhado da força de trabalho, com análises individualizadas de cada órgão. O estudo considera as atividades desempenhadas, os setores com maior déficit de pessoal, as demandas futuras e os impactos da transformação digital. Com base nesse levantamento, as autorizações de vagas são concedidas de forma planejada e alinhadas às limitações orçamentárias.
As declarações foram feitas durante a transmissão do programa Bom Dia, Ministra, exibido nesta terça-feira (16/12).
CNU 2025 segue em andamento
A fase discursiva do CNU 2025 ocorreu no dia 7 de dezembro, com provas aplicadas em centenas de locais espalhados por diversas cidades brasileiras. Mais de 42 mil candidatos foram convocados para essa etapa, com maioria feminina entre os participantes.
A abstenção foi de aproximadamente 20%. Os cadernos de provas da etapa discursiva já estão disponíveis para consulta no site da banca organizadora, a FGV. O resultado preliminar está previsto para 23 de janeiro de 2026, com período para interposição de recursos nos dias 26 e 27. Já o resultado final deve ser divulgado em fevereiro de 2026.
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