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29 de agosto de 2018

MPU: especialista comenta as vagas regionais

Professor do IMP Concursos fala sobre as opções de vaga do concurso mais aguardado do ano

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Sou o professor João Trindade, e hoje vamos falar sobre as vagas do Ministério Público da União (MPU) para as várias Unidades da Federação.

Você logicamente viu que o edital do concurso do MPU foi publicado, com vagas para técnico (área administração) e analista (área jurídica). Porém, nem todo mundo prestou a devida atenção na questão relacionada ao número de vagas e, especialmente, à quantidade de candidatos classificados. Vamos esclarecer o assunto e dar algumas dicas sobre como escolher em qual lugar concorrer.

Primeiramente, perceba que o número efetivo de vagas contido no edital é fictício, subestimado. Como assim? É que o órgão é obrigado chamar os candidatos aprovados dentro do número de vagas, mas não os candidatos aprovados no chamado cadastro de reserva. Assim, para “garantir”, o edital geralmente é publicado com poucas vagas; mas, na verdade, a intenção é chamar muito mais pessoas, até porque o MPU tem o histórico de grande número de nomeações, além de ter grande rotatividade.

O indicador principal, porém, é a quantidade de redações que será corrigida (para analista) ou a quantidade de candidatos classificados (para técnico). Vejamos dois exemplos:

  • No DF, temos 5 vagas para analista jurídico, mas a quantidade de redações corrigidas é 3.517.
  • Em MG, temos 2 vagas para técnico administrativo, mas a quantidade de candidatos classificados é 371.

Veja a tabela completa:

  • Técnico:
UF Vagas imediatas Candidatos classificados
AC 1 88
AP 1 82
DF 4 3517
MG 2 371
RJ 1 598
RS 2 637

 

Então veja o caso de MG: há apenas duas vagas para provimento imediato, mas existe a possibilidade de serem providos até 371 cargos!!!

Mais ainda: veja a diferença entre MG e o RS. Em ambos os casos, há apenas duas vagas para provimento imediato, mas o número de candidatos que serão classificados no RS é 71% maior! Isso quer dizer que você, na hora de decidir em qual dos dois Estados concorrer, tem que levar em conta que sua probabilidade de ser aprovado é, em tese, maior no RS do que em MG.

“Professor, mas isso quer dizer que a nota de corte no RS vai ser menor do que em MG?”. Não, não se pode afirmar isso, por dois motivos:

a) no RS, pode haver mais candidatos preparados, o que pode levar a nota de corte a ficar maior;

b) pode ser que a maioria dos candidatos vá justamente para o RS, o que pode fazer com que a concorrência seja maior.

Veja, portanto, que não há como prever exatamente qual é a opção mais vantajosa para concorrer. Muitos desses fatores são aleatórios, então não há como prever exatamente qual a opção mais vantajosa. Em geral, o ideal é fugir do local que tem o maior número de vagas (DF), assim como do local que tem o menor número (AP e AC). Em tese, os Estados onde há vagas “medianas” (MG, RJ e RS) são as melhores opções.

Tudo isso, no entanto, depende muito de onde você está disposto a trabalhar. Não adianta fazer uma opção por um Estado e depois não ir assumir, ou assumir e ficar longe da família (se isso for algo que o incomoda especialmente), por exemplo.

Enfim, tente fazer uma escolha baseado em critérios racionais, mas também não se pressione tanto: depois disso, é hora de estudar com afinco – afinal, quer você escolha o Acre, quer opte pelo DF, uma coisa é certa: não se passa sem estudar MUITO!

*João Trindade Cavalcante Filho é consultor legislativo do Senado Federal e professor do IMP Online. É Mestre (IDP) e Doutorando (USP) em Direito Constitucional, e foi analista e técnico do MPU.

PREPARAÇÃO

Chegou a hora de você garantir uma preparação completa para o concurso mais aguardado do ano e ficar ainda mais próximo da lista dos aprovados. Nossos cursos estão de acordo com o edital do novo concurso do MPU 2018.

Conheça nossas opções AQUI!


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